terça-feira, 9 de novembro de 2010

OTELO


Série Reencontro
William Shakespeare
Adaptação Hildegard Feist
Editora Scipione

Shakespeare nasceu em Statford-upon-Avon. Sua vocação? A literatura: ele lia clássicos, poemas, novelas e crônicas históricas. Era também um profundo conhecedor da Bíblia. Casou-se aos 18 anos com Ana Hathaway.

A história inicia-se em Veneza – norte da Itália. Há uma referência a Iago como o soldado ressentido, frustrado, desejava ser o 1° tenente, mas Cássio fora a escolha do General Otelo. Brabâncio é o Senador e Desdêmona, sua filha, uma linda moça torna-se a paixão de Otelo. Casam-se às escondidas. Iago arquiteta uma dupla armadilha: num primeiro momento é Cássio quem cai nela, perdendo seu posto de 1° tenente para este, e numa segunda instância, Otelo acredita fatalmente nas armações de Iago e desfere um golpe mortal contra Desdêmona. E, ao perceber a armadilha na qual caiu, a injustiça que cometera, Otelo suicida-se.

Frases significativas nas falas dos personagens de Otelo:

“ Deus é sempre o mesmo, creio eu, seja Ele adorado pelos cristãos, muçulmanos, judeus ou por quem quer que seja.” (Otelo)

“...na essência todos são iguais e buscam a felicidade – o resto são aparências.” (Otelo)

“Se os homens ouvissem o coração não fariam tanta guerra e seriam muito mais felizes.” (Desdêmona)
“Cuidado com ela General. Assim como enganou a mim, que sou seu pai, pode muito bem enganar o Senhor, que é apenas seu marido.”(Brabâncio)

“...os livros que a pessoa lê e, principalmente, as observações feitas à margem das páginas revelam muito sobre sua personalidade”. (Desdêmona)

“Todo mundo bajula quem está no alto e repudia quem cai...” ( Iago).

O APRENDIZ DO FUTURO Cidadania hoje e amanhã



Uma coletânea de textos informativos abordando questões sobre tecnologia e informação, o novo emprego, ciência e saúde, direitos humanos, vida urbana e futuro da sociedade, elaborada por Gilberto Dimenstein.

O interessante é a forma como podemos usar tal livro: como simples instrumento que sirva para a apreensão de informações visando à elaboração de redação ou simplesmente como estimulante ao debate – seja nas aulas de Filosofia, Sociologia ou Língua Portuguesa – um forte aliado tanto para professores quanto para alunos interessados em ampliar seus conhecimentos e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.

O Mistério do Caderninho Preto - Ruth Rocha



Interessante e até mesmo engraçado! Ruth Rocha “viaja” nas asas da imaginação na pele de Emília, uma adolescente de 15 anos de idade que adora ler, gosta dos Titãs, da Marisa Monte e do Tom Cruise...Ela estuda no colégio Carlos Estêvão e participa da turma 1ª A. Durante o transcorrer da trama, podemos perceber várias obras citadas, aguçando a curiosidade de quem lê:


1. Agatha Christie – Alice e Ulisses; Porcos com Asas; Cronópios e Famas
2. Carlos Morais
3. Fanny Abramovich
4. Emily Bronte
5. Olavo Bilac
6. Vinícius de Moraes
7. Eça de Queiroz – “A Cidade e as Serras”
8. Monteiro Lobato
9. Machado de Assis – Quincas Borba; Dom Casmurro; Memórias Póstumas
10. Humberto Eco - O nome da rosa.


Dentre as observações feitas em “O mistério do caderninho preto”, cito algumas que considero jóias:
• “...é caminhando que se faz o caminho” Alice no país das maravilhas.
• “Não sei mais escrever...perdi o jeito”Clarice Linspector.
• “A gente fica escravo das coisas que inventa” Humberto Eco.
• “A gente precisa plantar no começo do livro para colher no final...” Ruth Rocha.
• ...é necessário construir uma “coerência interna...” Brites.
• “livro não enguiça...” Millôr Fernandes.